quarta-feira, 22 de junho de 2016

Amizade colorida (Renata Lima)


Eita que eu falei que não ia ler mais sobre Os Sullivan e cá estou eu fazendo a resenha do livro 11...

Antes de resenhar esse livro, confesso que dei uma bisbilhotada em algumas resenhas amigas e acabei me surpreendendo um pouco com as opiniões, porque é meio unânime ler que os livros da Bella Andre são muito clichê, muito água-com-açúcar etc, mas eu leio justamente por esse motivo, então quero avisar logo que posso não falar bem do livro, mas também não vou atestar o óbvio. 


Nossa Avaliação - 6.5
"Preciso do Seu Amor" conta a história do roqueiro famoso Ford Vincent e da corretora Mia Sullivan, que viveram um romance tórrido (e relâmpago) há cinco anos. Um belo dia, Ford e Mia se reencontram, mas parecem não estar mais em sintonia. Mia quer esquecê-lo a qualquer custo, mas Ford não está disposto a deixar que isso aconteça.

Obviamente, o livro é sobre Ford tentando reconquistar Mia, e fazendo loucuras para isso, e Mia com o pé atrás, receosa e magoada pelo que houve no passado, mas ao mesmo tempo atraída por ele de um jeito que ela nunca se sentiu por outro. 

O ruim do livro, na minha opinião, é que os dois concordam em ser amigos, mas só pensam em sexo, então que amizade é essa? Além disso, parece que os personagens estão numa bolha e que só existem os dois. Acho que a autora poderia ter explorado mais a profissão do Ford, sua vida de rock star, contraponto com a vida pacata de Mia. 

No geral é um livro bom, sem grandes novidades, mas que preencheu bem o tempo livre entre um romance policial e um livro de teoria literária bem chato: um livro despretensioso e legalzinho.

Vocês já leram? Deixem um recadinho pra gente!

Até a próxima!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O fim de mais uma distopia! (Renata Lima)


Oi, pessoal, vocês lembram da Lucy, Chuva (Rain), Kyla ou Riley? Todas são a mesma pessoa, acreditem! E não, não estou falando de um livro de múltiplas personalidades, estou falando do último livro da trilogia Slated da autora Teri Terri chamado "Despedaçada", publicado aqui no Brasil pela Farol Literário. Se você quiser relembrar essa história, é só clicar aqui

Nossa Avaliação - 9.5
Nesse último livro, Kyla vai em busca de respostas que só sua mãe verdadeira - aquela que denunciou seu desaparecimento no site do DEA - pode lhe dar. Ela sofre uma transformação física, porque é procurada pelos Lordeiros, e ganha uma nova identidade (Riley) e é assim que consegue se infiltrar na república estudantil administrada por sua mãe. 

Mesmo estando fisicamente perto de sua mãe, Kyla não se sente conectada a ela e a medida que novas lembranças e resquícios do seu passado continuam a surgir, ela continua lidando com um quebra-cabeça difícil de ser montado. Que memórias são realmente suas e que memórias não são? Cada lembrança traz novas dúvidas. 

As pessoas continuam a desaparecer, entre elas Ben, mas logo Kyla descobre segredos irreveláveis sobre os Lordeiros e sobre sua própria descendência.

Tenho que dar todo o crédito merecido a autora. Ela realmente não só escreveu três livros interessantes, mas conseguiu segurar todos os segredos para revelá-los de uma forma magistral no último livro e fazer com que nada que a gente imaginasse realmente o fosse. 

Não sei se todos vão gostar do final, eu gostei. A série como um todo é nota 8,0, mas esse livro, sem dúvida, é o melhor de todos. Acho que porque o romance ficou em segundo plano em meio a tantas descobertas e Kyla finalmente tomou as rédeas e foi fundo para tentar descobrir sua verdadeira identidade e recuperar suas memórias.

Não quero falar muito para não dar spoiler dos livros anteriores, mas recomento bastante!!!

Vocês já leram? Deixei um recado pra gente!

Até a próxima!



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Decepção pura (Renata Lima)



Oi, gente! Depois de uns meses fora do ar por motivos pessoais (no meu caso e da Carla, os babies, e no caso da Lucy, a faculdade), estamos de volta com pelo menos uma postagem por semana até que tomemos novamente o fôlego e voltemos a ler vorazmente. (Que isso aconteça logo!)

Nossa Avaliação - 5.0
A resenha de hoje é do livro "A Desconhecida" de Peter Swanson, publicado aqui no Brasil pela Novo Conceito! Sabe quando você pega o livro porque a capa é legal, a sinopse parece interessante, tudo parece que vai dar certo? Foi bem isso que aconteceu comigo. Parecia que tudo estava direitinho. Parecia.


A história gira em torno do entediante George Foss, um quarentão que trabalha em uma editora, tem um relacionamento aberto com uma colega e guarda um segredo há quase 20 anos. 

E sua época de faculdade, Foss conheceu e se apaixonou por Audrey, mas quando ela não volta para a faculdade depois das férias, ele decide ir atrás dela e descobre que Audrey se matou. O problema é que a Audrey suicida não é a mesma garota com quem ele teve o curto, porém intenso, relacionamento. Então quem era mulher que ele conheceu?

Vinte anos depois, George encontra a mulher que tanto mexeu com ele simplesmente sentada em um bar. Audrey, que na verdade se chama Liana, está ali não só para encontrá-lo, mas para lhe pedir um favor e Foss, ainda apaixonado, mesmo após tantos anos, embarca em uma espiral de mentira, traição e perigo com essa mulher que um dia ela achou que conhecia.

O mair problema do livro, na minha opinião, é o personagem principal. Eu simplesmente não consigo acreditar que depois de tanta desilusão o cara ainda confia o suficiente na mulher para não só aceitar, mas também se envolver diretamente, nas picaretagens dela. Se eu tivesse que descrevê-lo em uma palavra seria "trouxa", mas acho que "trouxa" não chega nem perto do nível de idiotice desse ser.

Já desde o início ele sabe que ela roubou a identidade de uma outra pessoa e pode até tê-la matado. A dita-cuja então reaparece VINTE anos depois sabendo exatamente onde encontrá-lo e pedindo um favor um tanto "estranho" e ele nem hesita. Ele fica tão encantado por ver a louca ali na frente dele que mergulha de cabeça na "vida loca", como diria Ricky Martin, da moça arriscando não só a própria vida, mas a vida da sua nova amante.

O livro é bom, tem reviravoltas interessantes, tem personagens bem construídos, mas cada vez que alguma coisa acontecia e George Foss dava uma de Superman para salvar a pobre Liana me dava vontade de jogar o livro na parede.

E que final foi esse? Foi tão previsível e blasè que me deu vontade de "desler" o livro e apagar essa história e esse protagonista imbecil da minha vida.

Esse autor deveria ler mais livros de suspense policial. Simples assim.

Vocês já leram? Deixem um comentário pra gente!

Até a próxima!


quinta-feira, 24 de março de 2016

"Para vencer na vida exija muito de si e pouco dos outros" (Lucyclenia)

Eis o primeiro romance do Augusto Cury: "O Futuro da Humanidade".

Com uma abordagem fascinante e de forma envolvente, aprendemos a mais uma vez deixar o preconceito de lado e dar valor às coisas simples da vida.

Nossa avaliação: 10.0
Conhecemos Marco Polo, um estudante de Medicina, cheio de expectativas e sonhos que, em seu primeiro dia de aula de anatomia, se choca com a dura realidade: ao confrontar o professor a respeito da história dos cadáveres que estão sendo expostos, o professor, sem a menor ética profissional, o humilha na frente de todos e o desafia a encontrar a identidade de um dos cadáveres sozinho.

Em sua busca, ele descobre que aqueles corpos são de indigentes, moradores de rua e até portadores de doenças mentais que ao morrerem tiveram seus corpos doados para as universidades. Mas Polo achou isso tão vago que decidiu ir mais além em sua pesquisa.

Em uma praça ele conhece Falcão, um  mendigo que pregava gentileza e dizia certas verdades a quem passasse, porém poucos lhe davam ouvidos. Com o passar dos dias, Falcão e Marco Polo tornam-se amigos e ouvindo a história de vida do amigo, Marco toma conhecimento de que ele era um filósofo e professor altamente inteligente, mas que se entregou à depressão ao ser traído pela esposo o que levou a também ser expulso dá docência.

Seu sogro alegando que sua doença mental seria passada para o filho, o proibiu de ver a criança, o seu "pupilo", como carinhosamente era chamado. Por esse motivo, Falcão se entregou ainda mais à depressão e decidiu partir e viver como andarilho.

Nas ruas, Falcão conhece o Poeta da Vida, um mendigo médico que após perder esposa e filhos em um acidente ficou com um nível elevado de depressão e também se tornou andarilho.

Um dos objetivos deste livro é nos fazer questionar certas coisas. Como universitária, me questionei o que "eu" estou fazendo em prol da sociedade, o que posso oferecer e se o que já estou há quatro anos estudando tem me preparado apenas para o sucesso ou também para a vida e os fracassos.

"Ser Feliz é ser capaz de dizer 'eu errei' e ter sensibilidade para falar 'eu preciso de você; é ter a ousadia para dizer 'eu te amo' "

Cury nos apresentou sua teoria de forma clara e evidente, com dados e fatos por muitos desconhecidos, mas comuns para as pessoas da área da saúde, mas de fácil entendimento, não se preocupem.

Uma história que acima de tudo fala do amor, da amizade, solidariedade, empatia, do respeito com o próximo.

Leitura rápida e leve que nos traz conhecimento e experiencia para o resto da vida.

Este é o primeiro livro classificado por mim como favorito de 2016. Um livro que deveriam ser lido por todos, inclusive profissionais de saúde que muitas e muitas vezes deixam as emoções de lado e se tornam frios e carrascos.

Boa leitura.

Até a próxima.