sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Aventuras, diversão e descobertas, tudo em um só lugar! (Lucyclenia de Santana)

Nossa Avaliação - 100
O livro “As Mais” de Patrícia Barboza conta a história de quatro amigas inseparáveis e totalmente diferentes entre si: Mari, Aninha, Ingrid e Susana, por isso a sigla MAIS, com as iniciais dos seus nomes, como sugestão de uma professora quando resolveram escrever um livro para relatar suas aventuras e descobertas no último ano do Ensino Fundamental, sendo que cada trimestre seria contado por uma delas seguindo a ordem da sigla.

Mari é a mais espontânea, atrapalhada, engraçada, vive pagando micos e é totalmente desinibida. Tem uma queda por Lucas, um menino muito tímido. Aninha é estudiosa, responsável, magérrima (daquelas que come e não engorda, que inveja!), é a blogueira do grupo, louca por livros e morre de amores por seu primo Hugo desde os 11 anos. Ingrid é a mais baixinha, otimista, apaixonada por filmes românticos, mas nunca namorou ninguém. Susana é atleta e sonha em ser jogadora profissional de vôlei, adora cuidar da aparência e é a ela que todas recorrem quando precisam de dicas de beleza.

Vai me dizer que não conhece ninguém com algumas dessas características? Ou até mesmo que não se identificou com nenhuma das MAIS? 

A capa foi o que de cara mais me chamou a atenção, mesmo já tendo passado um pouquinho da faixa etária do público-alvo. Dizem que não se deve julgar o livro pela capa, mas neste caso eu não me arrependo nem um pouco, mega amei. Super indico para pré-adolescentes e adolescentes, para quem gosta de aventuras, diversão e descobertas e para os garotos que querem descobrir como agem e pensam as garotas de diferentes estilos, fica a dica. Acredito que este é um livro que agrada até as jovens adultas que gostam de voltar no tempo e dar boas risadas.

Com uma leitura bem leve e uma linguagem adolescente, o livro trata muito bem dos temas vivenciados por todos nós nessa fase complicada da vida (primeiro amor, ciúmes, experiências, etc), nos mostra como superar todos esses desafios, nos ensina a aceitar as diferenças e saber como conviver com elas.

Confesso que cada uma tem um pouquinho de mim: os micos da Mari, o amor pelos livros da Aninha, me derreto assistindo “O amor não tira férias” como a Ingrid e tenho a mania de vida saudável da Susana.

É o melhor de tudo: sim, sim, tem continuação!

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ótimo livro, péssima revisão (Renata Lima)


Na Bienal retrasada, Carla e eu descobrimos a Editora Underworld e ficamos encantadas com o trabalho gráfico das capas, mas decidimos não arriscar muito, apesar de termos conversado com as gêmeas que, na época, promoviam o livro "Sete Vidas" do qual eu ainda pretendo fazer uma resenha quando me der vontade.

Saímos da Bienal sem comprar nenhum livro da editora, mas pouco tempo depois eu comecei a ouvir coisas boas a respeito do livro "Os Sete Selos" da Luíza Salazar e, curiosa, fui buscar no Skoob para ver se alguém tinha o livro e queria trocar. Era quase impossível e eu fiquei quase dois anos como ele na minha lista de desejados até que uma pessoa viu que eu queria o livro e entrou em contato comigo. Fizemos uma troca pelo plus e quando o livro chegou era "Bios" e não "Os Sete Selos". Má fé à parte, não me incomodei muito porque era outro livro dela que eu queria e não encontrava em lugar algum, então coloquei lá na minha listinha gigantesca e quando pintou a maratona nacional do Desafio das Estrelas, fiz uma lista dos livros físicos para ler e tirei, finalmente, "Bios" da estante.

Nossa Avaliação - 8.0
O livro se passa em um mundo distópico onde seres humanos são gerados artificialmente (os Bios) e os humanos se tornam dispensáveis e perigosos. A concepção natural é extinta e quem não concorda com as ordens governamentais passam a ser caçadas e consequentemente exterminadas.

A história giram em torno de Liz, uma jovem que acorda em um bairro destruído e não se lembra de quem é ou do que faz ali. Ela tem apenas uma mochila com alguns itens de sobrevivência e uma arma. Resgatada por um casal de irmãos, a fofa Poppy e o simpático, porém desconfiado, Liam, Liz vai parar na Área 2, onde um grupo de pessoas se refugia do ataque dos Bios.

Liz passa a viver na Área 2 e aos poucos ela passa a conhecer e interagir com os gêmeos Adam e James, o fortão Hammer, a desconfiada e hostil Claudia e o divertido Evan. Mas é Otto, o gênio louco responsável pelo armamento que adora andar pelado, que nota que há algo estranho em Liz e a coloca sob sua supervisão, apesar de ela ter se desenvolvido muito bem na área da Enfermaria por não ter nojo de sangue.

Os exercícios com Otto e o descanso aos poucos fazem com que a memória de Liz volte e ficamos estarrecidos com os acontecimentos daí em diante porque sabemos que uma hora Liz terá que escolher entre voltar à sua vida de antes ou permanecer com os habitantes da Área 2 e assim colocar a vida precárias que eles têm em risco.   

Não tenho nada a reclamar da escrita da Luíza Salazar:  é criativa, é interessante, tem desenvoltura. Também não posso criticar essa ideia de distopia porque além de adorar o gênero acho que ela foi capaz de criar um universo novo e verossímil. No mais, vale lembrar que a autora não mora no Brasil, então acho que ela tomou como referência um ambiente estrangeiro e não nacional, principalmente pelos nomes dos personagens, mas nada impede que essa história se passe em qualquer lugar do mundo.

Mas infelizmente um livro não se faz só com uma boa ideia e um bom escritor então vamos às críticas mais pesadas:
1) A capa, apesar de ser linda, não retrata os Bios nem qualquer outro personagem do livro. Para falar a verdade, por causa da capa, eu achava que era um livro de zumbis (o que não deixa de ser - seres humanos criados geneticamente controlados pelo Instituto, ok. Mas são seres humanos, eles não têm essa aparência da capa).
2) Há descrições detalhadas de itens que depois não fazem a menor diferença na história, por exemplo os itens da mochila de Liz. Só a arma é utilizada. Depois se fala sobre um quarto todo branco que parece que vai ser muito significativo na história, mas não é. Enfim, não foi encheção de linguiça, acho que foi algo mal aproveitado mesmo.
3) Com tantos personagens, obviamente não dá tempo de desenvolver todos, mas há personagens com potencial que se apagam no decorrer da história, entre eles Otto e Hammer. Se ela quiser fazer uma sequencia, fica a dica, traga esses personagens de volta e os desenvolva. E quando eles vão buscar comida, há uma troca de nomes entre os personagens que ficam de guarda e os personagens que entrar no armazém que me deixou bastante confusa.
4) O copidesque e a revisão passaram longe desse livro e fiquei impressionada com a quantidade de erros de digitação e gramaticais. Concordância, regência, acentuação, grafia, tem de tudo, e confesso que esses erros atrapalharam demais a minha leitura.

Fora os itens acima citados, não tenho não recomendar esse livro. Gostei muito do desenvolvimento e já coloquei "Os Sete Selos", que também consegui trocar pelo Skoob, na lista de leitura desse ano. Assim que acabar, volto para contar o que achei!

PS: Parece que a Editora Underworld não existe mais e não sei como ficaram os livros da Luíza Salazar publicados por ela. Dou notícias pelo Facebook!


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mais um livro de bruxas (Carla Cristina Ferreira)


Voltei com mais uma resenha...

Agora é a vez de “Círculo”, primeiro livro da trilogia Engelsfors, escrito pelos suecos Mats Strandberg e Sara B. Elfgren e publicado aqui pela Intrínseca.
Nossa avaliação - 7.5

O livro é divido em 5 partes e conta a história de um grupo de adolescentes, moradoras da pequena cidade de Engelsfors que não possuem nada em comum além de estudarem na mesma escola.

Cada uma passa por um tipo de dificuldade dentro ou fora da escola: Minoo é a mais inteligente da escola, mas tem dificuldade de fazer amigos; Rebecka é a queridinha do colégio, mas esconde de todos, inclusive do namorado, que sofre de distúrbio alimentar; Linnéa tem a má fama de se prostituir e drogar; Anna-Karin sofre bullying na escola e sente-se rejeitada pela mãe; Vanessa é a mais sexy, mas namora um cara mais velho e desempregado, dificultando o convívio com sua família; e Ida é a mais popular e odiada por todos.

A vida destas seis garotas muda após Elias cometer suicídio no banheiro da escola e do aparecimento de uma lua vermelho-sangue no céu, que poucos conseguem ver.  Elas são levadas por uma força misteriosa, que controla seus corpos, até um velho parque de diversões onde descobrem serem Escolhidas, bruxas de imenso poder que despertaram para enfrentar um grande mal que as persegue dentro e fora da escola. Apenas juntas poderão derrotar esse inimigo.

Elas são parcamente guiadas por Nickolaus, um bruxo desmemoriado que se passa por servente no colégio, e por Adriana Lopes, diretora do colégio e bruxa incapaz de dar respostas concretas sobre quem é o inimigo e como derrotá-lo.

O lado positivo do livro é que cada capítulo é narrado pelo ponto de vista de cada uma das personagens; o que nos permite conhecer mais sobre suas vidas. Na verdade, a única de quem não temos muita informação é de Ida; o que sabemos é apenas o que as outras pensam sobre ela. Mas ao longo dos capítulos vamos descobrindo mais sobre os problemas e anseios de cada uma. A linguagem também é mais madura em comparação a outros livros; aqui encontramos inclusive o uso de palavrões e fala-se abertamente de sexo.

O lado negativo é que a parte da magia e bruxaria foi deixada de lado. Talvez porque esperemos mais detalhes sobre a aprendizagem das bruxas, feitiços e poções como em “Harry Potter”, mas não é isso que encontramos em “Círculo”. Toda a história das bruxas, seu real inimigo, e uma misteriosa profecia que as envolve fica em segundo ou terceiro plano. É estranho ver um grupo de garotas descobrindo feitiços por conta própria e no final sendo bem-sucedidas.

Apesar de ser uma trilogia, o livro tem um fecho satisfatório mesmo deixando algumas questões em aberto; afinal é preciso deixar algo para os próximos volumes: Fire e The Key, ainda não publicados.

O sucesso na Suécia foi tão grande que os direitos do livro já foram vendidos para um estúdio e aguarda-se em breve informações sobre o início das filmagens.



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Nem sempre é possível fugir do passado (Renata Lima)


Finalmente tive tempo de sentar para escrever sobre o primeiro livro da série River Falls, do francês Alexis Aubenque, publicado no Brasil pela editora que era Vertigo e virou Vestígio (e como eu já disse em outro post, eu gostava mais do nome anterior).

Nossa Avaliação - 8.5
River Falls é uma cidade pequena de Washington onde quase nada acontece, ou pelo menos assim pensava o novo xerife, Mike Logan, que trabalhava na agitada e violenta Seattle, até que um belo dia ele se depara com um crime mais do que violento, hediondo: o assassinado de duas jovens que são mutiladas. Acreditando se tratar de um serial killer, mas sem muitas provas para embasar suas suspeitas, Logan precisa recorrer à ajuda de sua ex, Jessica Hurley, psicóloga forense e profiler (tipo aquele pessoal da série Criminal Minds, sabe? A DO RO!) do FBI e consequentemente aos seus colegas.

Conhecemos paralelamente a vida de Sarah Kent, universitária dedicada que esconde um grande segredo do passado: ela era amiga das duas jovens assassinadas, mas elas tinham perdido o contato porque Sarah queria dar um rumo diferente à sua vida enquanto as outras meninas preferiam frequentar as festas e sair com vários rapazes. O problema é que esse segredo do passado pode estar ligado aos crimes e Sarah teme ser a próxima vítima.

O astuto xerife Logan precisa correr contra o tempo, negar seus sentimentos por sua ex e lidar com a ambiciosa repórter do Daily River's, Leslie Callwin, que parece ter todas as informações sigilosas sobre o caso e vive fazendo perguntas sobre detalhes que ninguém mais tem!

Na minha opinião, o livro prende do início ao fim e não pense em um livro policial comum em que é fácil descobrir tudo porque até a revelação do segredo de Sarah muitas águas vão rolar e os personagens muito bem construídos vão, aos poucos, mostrando a que vieram, principalmente o xerife Logan, com sua masculinidade aflorada (juro, que se tivesse um filme, torceria para o Hugh Jackman fazer esse papel) Jessica, compassiva, paciente, Leslie, decidida e que faz tudo por uma boa história, e Sarah, que tentou fugir de seu passado, mas, surpreendida por ele, precisa tomar decisões cruciais que a deixarão entre a vida e a morte. 

Como o título diz, o livro se passa em sete dias, o que torna a ação mais rápida e a gente não se sente enrolado em momento algum das 352 páginas. O desfecho não é de todo surpreendente, mas como parte do gênero o livro todo tem partes "não acredito"! A minha única crítica fica por conta da Sarah ter demorado muito a se tocar que os assassinatos poderiam estar ligados ao passado dela e de suas amigas, o que fica claro para o leitor desde o princípio, então não é spoiler!

Esse é o primeiro livro de uma trilogia, sendo que o segundo "Um Outono em River Falls" também já foi publicado no Brasil e o terceiro "Um Natal em River Falls" tem previsão de ser publicado até o fim do ano.

Mais um ponto positivo pra Vestígio. E, por falar nisso, devo ressaltar que por enquanto estou gostando demais dos livros dessa coleção de policial/suspense da editora. A Carla não curtiu muito "Os Sete Crimes de Roma", mas eu gostei de "Vestido de Noivo" e adorei River Falls, tanto que já estou lendo o segundo!

Vocês já leram algum?

Até a próxima!