terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Ótimo suspense, mas sem grandes surpresas no final! (Renata Lima)


A sinopse do livro "A Garota no Trem" de Paula Hawkins promete um livro espetacular. Ao ler que Stephen King achou a narradora alcoólatra perfeita, fiquei curiosa e acabei colocando o livro na frente de um monte de outros da minha pilha e confesso que, apesar de um pouco decepcionada, achei o livro bem interessante, principalmente porque ao intercalar a narração entre alguns personagens, a autora conseguiu manter um crescente ritmo de tensão. 

Nossa Avaliação - 9.0
A garota no trem do título é Rachel, uma mulher que faz rotineiramente uma viagem de trem de sua cidade para o centro de Londres sempre espreitando as casas e seus moradores pela janela da composição. Ver as mesmas pessoas todos os dias fez com que Rachel criasse, em sua cabeça, uma história para elas, especialmente para Jess e Jason, um casal que mora em seu antigo bairro, em sua antiga rua. Se na cabeça de Rachel a vida de Jess e Jason é perfeita, a realidade se faz presente quando Jess aparece na varanda de casa de manhã com um outro homem e logo em seguida é dada como desaparecida.

Aos poucos notamos que Jess (que na realidade se chama Megan) não só mora na mesma rua que Rachel morava, mas que também foi babá da filha de seu ex-marido (que a traiu com a esposa atual, Anna) e tem inúmeros problemas com o marido. Megan esconde um segredo que a corrói por dentro e sua narração é uma das melhores da trama! 

Obcecada com o ex-marido e a vida que ele leva agora com Anna e a bebê, Rachel é a típica mulher que é traída e se desfaz em lamúrias, rancor e ódio. Ela virou alcoólatra há algum tempo, depois de um acontecimento enquanto ainda eram casados, e suas mentiras e negações servem apenas para esconder uma angústia crescente e a não aceitação de que a relação entre ela e o marido não tem volta. Chega a ser um tanto cansativo, mas não duvido de que existam muitas Rachels por aí.

Rachel tem agora uma nova obsessão, além de espreitar o marido: descobrir o que aconteceu com Megan e o motivo pelo qual ela teve um branco sobre o que ela mesma fez naquela noite fatídica, mesmo que isso envolva contar ao marido traído de Megan que ela estava tendo um caso com um desconhecido. Ela só lembra de ter ido até a rua do marido, de tê-lo encontrado, dos dois terem discutido e depois disso ela só se lembra de ter esbarrado em um estranho no trem e ter acordado em casa.

O livro todo é muito bem narrado, as personagens são fortes, a história é interessante, mas o desenrolar não me surpreendeu, muito pelo contrário, achei até bem previsível. Fiquei esperando uma reviravolta mirabolante, uma pegadinha, mas fechei o livro e ela não veio, então fiquei um pouco desapontada porque tudo foi tão bem desenvolvido que merecia um final "tchantchantchantchaaan".
Ainda que não tenha funcionado para mim, muitas pessoas gostaram do final, então vale a pena ler o livro pra ter uma opinião sobre o assunto. Depois é só voltar aqui e contar pra gente!

Até mais!








terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A verdadeira beleza vem do coração... (Lucyclenia)


Não há palavras no mundo que descreva a vocês o quanto eu amei este livro e o quanto ele mexeu comigo. Nada que for dito aqui irá se comparar à experiencia que tive ao deliciar-me nessas páginas. Demorei um pouco pra terminar de ler afim de absorver tudo o que estava sendo transmitido, mas acabou, e ah, como eu vou sentir falta!
Nossa Avaliação - 100

Desta vez irei fazer uma resenha diferente: não vou introduzir o enredo, nem falar características dos personagens. Assim como todos os livros que já li, não li nenhuma resenha de "Beleza Perdida", encarei na cara e na coragem e foi a melhor coisa que eu fiz, deu aquele quê de mistério sabe? E ao dar detalhes, acredito que posso estragar todos os sentimentos que o livro nos proporciona a cada capítulo. 

A capa não nos revela muito, a sinopse (que eu só li depois que terminei o livro) também não, mas aí é que está a graça: desvendar o enigma, se deliciar com as descobertas desse primeiro livro da Amy Harmon publicado no Brasil. (Ela já tem sete livros publicados e se forem excelentes como este, eu já os quero para mim.) 

Não é amor 
O amor que muda quando encontra mudança,
Ou se move e remove em desamor.
Oh, não, o amor é marca eterna,
Que enfrenta tempestades e não se abala.

Amy nos descreve uma história com total referência ao 11 de setembro e Shakespeare, uma versão moderna do conto A Bela e a Fera, nos forçando a ter um olhar diferenciado quanto a violência doméstica, a deficiência física e ao preconceito. 

Neste livro, tudo tem um motivo e nada acontece por acaso. Com personagens incríveis que se conectam perfeitamente, o foco está em Deus, na amizade, na fidelidade, na família, na coragem, no amor-próprio e, principalmente, na perda e nos momentos bons que não voltam mais. 
Talvez todo mundo represente uma peça de um quebra-cabeças. Todos nós nos encaixamos para criar essa experiência que chamamos de vida. Nenhum de nós consegue enxergar o papel que desempenha ou a forma como tudo vai acabar. E talvez a gente apenas não reconheça as bênçãos que resultam de coisas terríveis. 
Uma história linda, poética, alegre, triste e cheia de lições. Estou extremamente feliz por alguém ter me recomendado a leitura deste livro, que vou guardar pra sempre comigo e está em primeiro na lista dos favoritos. Como já disse a Amy Harmon ganhou mais uma fã. 

Parando por aqui para não falar demais, desejo a todos uma ótima leitura!

Até a próxima!


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Uma espiã vermelha entre prateados! (Renata Lima)


Nossa Avaliação - 8.5
Em "A Rainha Vermelha", uma distopia de Victoria Aveyard, o mundo é dividido pelo sangue. Os Prateados são a classe dominante e são divididos por Casas de acordo com os poderes que têm. Os Vermelhos não tem poderes, são a classe trabalhadora, condenados a viver nas periferias, a guerrear por eles e a servir os arrogantes Prateados.

Mare Barrow é uma jovem vermelha que sustenta a família com pequenos furtos até que um acontecimento a leva a servir aos nobres no Palácio Real durante as provas para a escolha da consorte do príncipe herdeiro.

Em meio a uma das provas, Mare desenvolve poderes jamais imaginados para uma vermelha na frente de todas as Casas Prateadas. O rei e a rainha a obrigam a entrar em um mundo de mentiras para que a notícia de que uma Vermelha tem poderes não agitar ainda mais a revolução vermelha que está por vir.

Eles criam uma história de que Mare foi criada como vermelha, mas que é a filha perdida de nobres de uma grande Casa há muito desaparecida. Para controlá-la, eles anunciam o casamento de Mare e do príncipe mais jovem, Maven.

Obrigada a viver no Palácio, Mare vê uma oportunidade de salvar seus irmãos da guerra e seus pais e irmã da miséria e então aceita a vida de luxos e regalias, mas também de aulas de etiqueta e de luta. O mundo de Mare muda para sempre, mas o pior ainda está por vir: a revolução vermelha quer Mare ao lado deles e ela vai precisar de todas as suas forças para fazer o papel de espiã, contando com ajudar inesperadas, fazendo amizades e sendo traída por quem ela menos esperara.

No meio disso tudo, ela precisa definir seus sentimentos por Cal, o príncipe herdeiro, Maven, seu noivo e Kilorn, seu amigo vermelho de longa data.

É, Mare, não vai ser fácil!

Confesso que algumas partes do livro me lembraram muito "Jogos Vorazes", principalmente quando ela vai passando pelas cidades que parecem distritos, e chega à capital, mas isso não tira o mérito do livro, que traz essa novidade de seres humanos com poderes (quase X-Men) que exploram os menos favorecidos. Surge também essa dúvida: porque Mare tem poderes, será que outros vermelhos também os têm? Será que são forçados a trabalhar e a sobreviver para não desenvolverem poderes?

Há muitos erros de revisão, mas no geral a tradução é boa, só precisa de um cuidado a mais da Seguinte. Uma coisa que não me atraiu muito foram as capas muito parecidas entre si, mas acho que a edição americana também é assim, então, paciência!

Ansiosa pelo livro dois, "A Espada de Vidro" que será lançado agora em fevereiro!

Por falar em livro dois, entre os livros estão sendo lançados contos, que realmente viraram moda, e complementam as histórias de outros personagens. Vou fazer um post só dos contos!

Por hoje é só!

Mentira! Esqueci de dizer que o livro vai virar filme, com provável estreia em 2018!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Realidade ou loucura? (Lucyclenia)


Oi, gente! Hoje vim resenhar para vocês o livro "A Menina da Neve" da autora Eowyn Ivey, inspirado num conto russo muito antigo chamado "Snegurochka". Nele, conhecemos Mabel e Jack, um casal de idade que, após perderem um bebê, decidiram se mudar para o Alasca, onde vivem em uma cabana muito simples e lidam com um inverno bastante rigoroso, cujo vento congelante entra pelas frestas da madeira e traz uma escassez de alimento que é uma grande preocupação para os dois.

Nossa Avaliação - 100
Rodeados de problemas, a convivência do casal está um pouco difícil. Porém, na primeira nevasca deste inverso, em um raro momento de descontração, entre guerra de bolas de neve, eles constroem uma boneca de neve. Mabel lhe coloca um cachecol vermelho e um par de luvas.

No dia seguinte, ambos percebem que a menina de neve está destruída e os acessórios desapareceram, mas com o passar do tempo, eles notam uma menininha, loirinha, acompanhada de uma raposa vermelha, aparentemente perdida na floresta.

Quem seria capaz de deixar uma criança indefesa na floresta? Onde estão os seus pais? 

Ao analisar bem a situação, Mabel se lembra da história que seus pais lhe contavam quando era criança, na qual uma boneca de neve ganhava vida. Porém, ainda com o pé atrás, ela pergunta a um casal de amigos se eles têm conhecimento de alguma criança desaparecida e eles negam.

A cada dia que se passa a menina se aproxima ainda mais da casa, até que ela lhe revela o seu nome: Faina. Ela vai e vem sem dá explicações. Passava-se o inverno e a menina sumia, para logo na primeira nevasca, ressurgir.

Será que Faina é real ou não passa de loucura de um casal ainda de luto?

Era fantástico e impossível, mas Mabel acreditava que era real - ela e Jack a tinham feito com neve, galhos e capim congelado. A criança não apenas era um milagre, como também era criação deles. E ninguém cria vida e a abandona.

Com um leve suspense a leitura é fluida, te prende até a última página. O mistério é revelado no próprio livro, mas a autora te faz transitar entre a fantasia e a realidade com personagens simples e fáceis de idealizar, capaz de nos fazer entrar de cabeça na história e compartilhar conosco cada sentimento vivido.

Capa mais que perfeita, encaixa perfeitamente com o que nós é apresentado nas páginas.

O final? Foi e continua sendo para mim INEXPLICÁVEL, mas eu já imaginava como iria terminar só não me preparei psicologicamente para ele. Chorei horrores, uma parte de mim se foi com esse final!

Só tenho uma coisa pra dizer COMPREM ESTE LIVRO E LEIAM, VOCÊS NÃO IRÃO SE ARREPENDER. Super recomendo.