segunda-feira, 27 de abril de 2015

O fim da trilogia Bad Boys não impressiona! (Renata Lima)


Hoje chega ao fim as resenhas da trilogia Bad Boys da autora M. Leighton, publicada aqui no Brasil pela Editora Record. Conseguimos deixar os spoilers de fora das duas resenhas anteriores, mas dessa vez não vai dar, então, atenção, essa resenha contém spoilers dos dois livros anteriores!

Nossa Avaliação - 7.0
No livro anterior, a máfia russa perseguia Cash e Nash por causa dos livros contábeis da empresa do pai deles. Sem saber que estava colocando a vida de Marissa e de Olivia em perigo, Cash se passou pelo irmão certinho Nash durante algum tempo, mas agora que Nash está de volta e parece mais mafioso do que o engomadinho de antigamente, não se sente próximo a ninguém, muito menos à ex-namorada do irmão. Independente disso, ele precisa ajudar o gêmeo a resgatar Marissa, sequestrada pela máfia, e fica responsável pela segurança dela até que as coisas se resolvam. 

Recluso e escondido por ter sido a única testemunha do assassinado da mãe, a adaptação de Nash não é fácil, principalmente depois de tantos anos vivendo em meio a bandidos e traficantes de armas. Ele era um rapaz cheio de planos e agora é um homem frio, ranzinza e magoado com a vida que o irmão levou por ele, inclusive indo para a faculdade usando o seu nome. Cash é tudo que Nash gostaria de ter sido e isso o deixa enfurecido, mesmo sabendo que Cash fez isso para salvar o pai dos dois de outra acusação de homicídio.

Apesar de não entender nada do que está acontecendo, Marissa, a prima mimada de Olivia, vê no sequestro a oportunidade de mudar de vida, de ser uma pessoa melhor, de se entregar realmente a alguém sem esperar nada em troca, e é o que ela faz ao se apaixonar por um bad boy, Nash, é claro. Marissa sabe que ele é um homem perigoso que não quer nada dela além de sexo, mas consegue ver que Nash é um homem quebrantado e endurecido pela vida e está disposta a tentar humanizá-lo novamente. Mas o que ela não sabe é que Nash esconde um segredo: ele já conhece Marissa, e até melhor do que deveria!

Minha única reclamação sobre o livro é o fato da autora meio que ter ignorado o casal principal dos livros anteriores: Cash e Olivia, principalmente Cash que está praticamente resolvendo a situação toda! Só temos notícias deles através das interações com o casal principal Marissa e Nash, o que achei um tanto injusto. Acredito que a autora deveria ter dividido a narração pelos quatro personagens, assim o livro ficaria mais dinâmico e mais interessante.

O fim da trilogia é bom, a história fecha sem grandes novidades e no geral eu daria nota 7.5 para toda a trilogia, mas esse livro, pelo que é, não merece muito destaque, apesar de conter o desfecho!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Surpresas e mais ação no segundo volume da trilogia Bad Boys! (Renata Lima)


Essa resenha vai ser bem curtinha porque falar muito desse livro é dar spoilers sobre ele e sobre o livro posterior e não é esse nosso objetivo aqui, então vocês podem ler essa resenha sem problemas que não lerão nada que prejudique a leitura de nenhum dos três volumes!

Vamos ao segundo volume da trilogia Bad Boys da autora M. Leighton, publicada aqui no Brasil pela Editora Record! 

Nossa Avaliação - 8.5
Se no primeiro livro, "Louca por Você" deu um pouco de trabalho acompanhar o quadrado amoroso Cash-Olivia-Nash-Marissa, nesse segundo livro "Só Depende de Mim" as coisas parecem se acalmar um pouco - pelo menos no começo. 

O que acontece aqui é que finalmente entendemos o perigo que os gêmeos correm e que, agora, consequentemente, se estende para as duas jovens na equação e, com a máfia envolvida, o romance do livro poderia estar em perigo se não fosse a atitude destemida de Olivia e o rala e rola continua, talvez exponenciado pelo perigo, mas sem ficar muito em evidência, já muitos outros elementos são adicionados à história: uma morte suspeita, um amigo de Cash que é praticamente um 007, a mãe de Olivia, o pai dos gêmeos (ainda na cadeia) e, é claro, os paus mandados da máfia que querem os livros contábeis que podem incriminar o chefão e foram escondidos.

Se algo me irritou no livro, foram algumas atitudes tomadas pela Olivia quando tudo que Cash queria era protegê-la. Por exemplo, ele manda o amigo 007 segui-la de perto quando precisam se refugiar na casa da mãe dela. O que essa anta faz? Despista o cara pra ir para a FACULDADE e, obviamente, alguma coisa acontece com ela lá! A máfia está atrás de você, amiga, e você está preocupada com uma prova ou aula? Não dá, gente!

Quanto à edição, ela segue bem a edição do livro anterior com apenas um probleminha ou outro de revisão, mas nada muito grave. Li algumas pessoas reclamando sobre a tradutora ter colocado "livro-razão" em vez de "livros contábeis", mas é a mesma coisa, gente. A única coisa que eu tiraria seria o hífen, nada além!

E essa história continua no terceiro volume, mas vai ser narrada por outros personagens que ficarão em evidência, quais serão eles?

Semana que vem vocês vão descobrir!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Até onde ir por amor? (Lucyclenia)


Nossa Avaliação - 100
Em "Na Ilha", de Tracey Garvis Graves, Anna Emerson tem 30 anos e é professora de inglês. Ela aceitou o emprego de tutora por estar em busca de uma nova direção para a vida. Seu aluno é T.J Callahan, um jovem de 16 anos que é obrigado pelos pais, por causa de um câncer, a passar as férias estudando para acompanhar a turma, já que perdeu muitas aulas devido ao tratamento. 

Como toda mulher de sua idade, Anna tem um grande desejo: se casar com o namorado, viverem juntos e pensar na possibilidade de terem um filho. John, o namorado, por sua vez, não sabe o que quer da vida, deixando então que Anna se questione se realmente quer continuar nesse relacionamento desgastado ou não. E ela é o tipo de pessoa que não desiste facilmente do que quer.
Esperei que ela abrisse os olhos. Eles eram impressionantes, grandes e de um tom escuro azul-acinzentado. Foram a primeira coisa que notei quando a conheci. Ela fora ao nosso apartamento para a entrevista com meus pais, e fiquei constrangido porque ela era linda, e eu era magro e careca, e minha aparência estava uma merda.
Anna e T.J. embarcam rumo a Malé, onde os pais de T.J já os esperam na ilha tropical onde ficarão. T.J, não parece muito feliz com a ideia de viajar para uma ilha isolada do mundo, de passar boa parte ao lado de Anna estudando ou de seus pais.

No começo, apesar do mau tempo, tudo vai bem, mas seus nomes não constam na lista de passageiros do voo e a Companhia coloca os dois em um hidroavião na última hora. Mas após alguns minutos no ar, Anna percebe que algo estranho está acontecendo com Mick (um piloto gorducho que parece estar a ponto de explodir) e um início de ataque cardíaco resulta em um pouso forçado na água. Mick infelizmente não resiste.

Quando achei que, mesmo no início do livro, tudo tinha chegado ao fim, eis que acontece uma surpresa: T.J. avista uma ilha e consegue levar uma Anna ainda desacordada para lá. Agora os dois têm um único objetivo: chamar a atenção dos aviões que passarem no local, mas a esperança de resgate dos primeiros dias vai sucumbindo mediante a solidão, a fome, a sede e o desespero de terem sido esquecidos.

Passam-se dias, semanas, meses e até anos. Aniversários, ações de graças, natais e, ao perder totalmente as esperanças, os dois tentam sobreviver da melhor maneira possível, já que não sabem até quando vão ficar por lá. E, apesar de tudo, eles tentam manter a esperança viva, enfrentando as tempestades, o calor, os tubarões, a falta de abrigo, o medo das doenças e o fato de T.J. estar vulnerável a um novo câncer me deixou apavorada.

Tendo que aprender a viver da melhor maneira possível, sem luz, sem sabonete, sem pasta de dente, sem roupas, tendo que caçar para não morrer de fome, laços estreitos começam a ser criados. Se inicialmente Anna sentia necessidade de cuidar e proteger T.J., com o passar do tempo a carência vai chegando e o desejo carnal aumentando. Anna e T.J deixam de ser somente professora e aluno e passam a ficar cada dia mais íntimos.

Só queria deixar bem claro que, quando enfim acontece algo entre os dois, T.J. já era maior de idade, já tinha deixado de ser um simples menino e havia se tornado um homem. Nada é forçado, ele já responde pelos seus atos e tudo transcorre de uma forma muito natural. No começo do relacionamento dos dois, confesso que fui contra, mas a autora Tracey Graves me fez perceber que o que os uniu ia muito além de necessidade física de ambos personagens, eram as conversas,  as descobertas e os segredos que um confidenciava ao outro, assim como acontece em qualquer relacionamento.

A pergunta é: até quando eles vão aguentar? Quanto tempo ainda ficarão lá até serem resgatados por alguém? Será que eles vão conseguir resistir a tudo por amor?
Ela pareceu surpresa, talvez porque não esperasse que a água fosse cobrir sua cabeça, ou talvez porque eu estava com as minhas mãos na bunda dela.
- Não estou mais nem um pouco entediado agora, Anna.
Na verdade, se eu a descesse um pouco, ela sentiria exatamente como eu não estava entediado.
- Ótimo.
Ela ainda estava com os braços e as pernas ao meu redor, e eu já estava pensando em beijá-la,quando ela disse:
- Temos companhia.
Olhei para trás e vi quatro golfinhos nadando na laguna.
Mas tudo o que é bom sempre tem um "mas" né? O que me irritou foram as repetições de seus momentos íntimos. Parecia até que depois que tudo  que houve, eles passavam 24 horas apenas nisso. Além do mais, durante a leitura, algumas partes da história me lembraram muito o filme A Lagoa Azul e O Náufrago, ainda que "Na Ilha" consiga desenvolver a história de uma forma mais marcante. 

No mais, é um livro lindo, delicado, bem mais maduro, de leitura fácil, um livro que te conquista aos pouquinhos e mais uma vez nos prova que através do amor conseguimos tirar forças até de onde não as temos.

Apesar de ter quase 300 páginas, não há enrolação. Cada capitulo é rico em detalhes o que motiva você a ficar atento para não deixar nada passar. Me senti totalmente envolvida e vivi esse período na ilha junto com Anna e T.J.!

Super recomendo o livro. Experiência inesquecível.

Até a próxima!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Corrupção, morte e a luta de uma mulher pela verdade! (Renata Lima)


Nossa Avaliação - 8.5
Em "De volta à Escuridão" de Ana Maria Santos, publicado pela Pandorga no ano passado, Sofia é uma mulher comum, funcionária de uma empresa onde o dono, Luís Caetano, faz a linha "dividir para conquistar". Ao longo dos anos, Luís Caetano criou uma empresa sólida, baseada em fofocas de funcionários sobre colegas de trabalho, o famoso leva-e-traz, não só profissional, mas também pessoal. Ao querer prejudicar alguém, os funcionários mais antigos se reuniam e combinavam as reclamações para que o chefe humilhasse a pessoa ou a demitisse por meio de sessões públicas de bullying e assédio moral.

Ao entrar na empresa, Sofia percebe que existem números que não batem e começa uma investigação. Logo, ela se depara com valores indevidos e descobre que seu antecessor já sabia sobre os documentos e pagamentos fraudados, mas que nada fez por medo. Porém, muito ética e correta em todas as suas ações, Sofia convoca uma reunião com o dono da empresa e um diretor sem saber que essa reunião terá consequências trágicas na vida dela e de seus familiares e amigos.

Sofia é acuada pelos diretores e gerentes corruptos, humilhada pelo dono da empresa e, apesar de contar com sua equipe e seu ex-namorado, fica desesperada para provar que tudo que diz é verdade. Em meio a todo esse furacão, os corruptos mandam sequestrar a irmã de Sofia, mas um dos sequestradores se empolga e, ao tentar estuprar a jovem, acaba por matá-la.

Tendo de voltar às suas raízes, a época em que chama de "escuridão" por ter vivido com um pai ausente, bronco e machista, que dizia que lugar de mulher era em casa cuidando dos filhos e que as filhas não precisavam saber muito mais do que ler e escrever e depois dos 18 anos arrumar bons maridos que fizessem bem o papel de provedores, Sofia acha forças na outra irmã e na mãe, que sempre sonhou com as filhas na faculdade e com um trabalho digno em empresas de renome e não em casa de família sofrendo humilhações e maus tratos como ela mesma.

Para protegê-las, Sofia precisa da ajuda de um policial e de um jornalista renomado que irão apurar a fundo todas as falcatruas da Kárus, dos diretores e do próprio dono da empresa, revelando um esquema de corrupção mais intricado do que se poderia imaginar!

O interessante é que a autora não mergulha só na vida da protagonista, mas também na vida do dono corrupto e de todos os diretores envolvidos no esquema não para justificar suas ações, mas para que nós, leitores, possamos ter uma visão ampla de que nem todos entram na vida do crime por necessidade e que nem a necessidade justifica o dinheiro fácil que eles acham que precisam. Ela debate caráter, criação, ganância e inveja de forma muito eloquente!

O que eu não gostei no livro, e isso é algo muito individual e que já reclamei de outros livros, é o fato da autora ficar antecipando fatos, com frases de efeito como "mal sabia ela que o pior ainda estava por vir", "muitos fatos ainda seriam revelados", "fulano e seus comparsas seriam acuados e expostos como nunca foram", "faltavam dias para a tragédia".

No mais, um trabalho editorial muito interessante da Pandorga com poucos erros trazendo uma autora nacional que escreve como poucas! Recomendo!