quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Um final decepcionante para uma trilogia promissora. (Renata Lima)


A resenha de hoje é sobre o terceiro e último livro da série distópica Sozinhos de James Phelan, então se você não leu o livro 1 "Caçadores" nem o livro 2 "Sobreviventes", é melhor não ler esta resenha porque ela contém spoilers desses livros!

No final do livro anterior, Jesse reencontra Caleb e reafirma sua necessidade de sair de Nova York e procurar um lugar mais seguro juntamente com suas amigas sobreviventes Felicity e Rachel, que estão escondidas no Zoológico. Caleb afirma ter encontrado um assentamento com pelo menos 50 sobreviventes e diz a Jesse onde podem encontrá-los. No meio do caminho, porém, os rapazes encontram o mesmo comboio do exército que Jesse havia encontrado anteriormente, mas desta vez o comboio é atacado, liberando o vírus de um míssil recuperado pelos soldados e que não havia sido detonado no primeiro ataque. Nessa liberação do vírus, Jesse é contaminado e vira um Caçador.

Nossa Avaliação - 5.0
No livro "Quarentena", Jesse finalmente encontra outros sobreviventes, mas será preciso mais do que palavras para convencê-los a abandonar o local que eles consideram um porto-seguro e seguir para fora da cidade. O local é "administrado" por um médico, que vê perigo ao expôr a família e os sobreviventes às ruas devastadas de NY e um padre, que é a favor da migração para o Norte.

Por alguns dias, Jesse precisa deixar suas amigas e conviver com essas pessoas em meio a tensão constante, a ataques iminentes e a perigosas incursões pela cidade. Ele também precisa descobrir se há uma cura para Caleb e onde ele está. Ainda existe consciência na mente de um infectado? Apesar de tê-lo atacado, o Caleb que ele conhece está em algum lugar dentro daquele corpo?

O que me decepcionou no livro é que nos primeiros 70% ele caminha para um lado interessante. Os sobreviventes estão reticentes em deixar seu abrigo, há uma série de túneis sob o Central Park que pode tirá-los de lá, mas os Caçadores vivem no Central Park, então o que fazer? Tudo parece muito interessante - apesar de arrastado demais - até que acontece algo que vira o livro em uma direção completamente diferente e só aí aparece a questão da quarentena.

Não digo que não valeu a pena, porque a série é legal, bem escrita, mas a tradução deixa muito a desejar. Os 15% finais trazem a resolução de uma história que se arrastou por três livros curtos que poderiam ser resumidos em um único livro de 300 páginas, talvez até menos.

Não é uma distopia ótima. O final foi bem decepcionante, mas o argumento é interessante e quem sabe não pode ser reaproveitado pelo autor em outro projeto.

Quem já leu, deixe sua opinião!

Até a próxima!


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Mais sobreviventes, mais dúvidas... (Renata Lima)


Atenção: Essa resenha pode conter spoilers do livro anterior da trilogia Sozinhos, intitulado "Caçadores".

No livro anterior, acompanhamos Jesse e seus amigos tentando sobreviver nos escombros de Nova York após um suposto atentado terrorista. No final do livro anterior, eles decidiram deixar a segurança do prédio 30 Rock e se aventurar nas ruas buscando informações e uma possível saída da cidade. Tivemos também uma revelação de cair o queixo e agora seguiremos com Jesse e os demais sobreviventes nesse mundo caótico.

Nossa Avaliação - 8.0
Logo no início do livro, Jesse encontra abrigo em uma construção e lá encontra o diário em vídeo de uma jovem chamada Felicity. No diário, Felicity afirma que iria tentar encontrar outros sobreviventes no Central Park e preciso lembrar que Jesse não tem boas lembranças do Central Park, onde encontrou um tipo diferente de Caçadores: seres inteligentes, diferente dos demais Caçadores que só querem beber desarvoradamente.

Jesse deixa uma mensagem para Felicity e abandona o local, encontrando não apenas Caçadores no meio do caminho, mas também um comboio de supostos soldados que parecem saber um pouco mais sobre o que acontecem a Nova York, mas não têm informações suficientes sobre a praga que assolou o local. O mundo inteiro está infectado? Eles não sabem. Há locais seguros, livre da doença? Eles também não sabem, mas recomendam que Jesse vá para o Norte, onde é mais frio. Parece que a doença não sobrevive ao frio sem um hospedeiro.

Os soldados, entretanto, não aceitam levar Jesse com eles e, mais uma vez, nosso herói se vê perseguido pelos Caçadores inteligentes e acaba entrando em um zoológico, onde encontra mais uma sobrevivente: Rachel, uma jovem que tem mantido os animais limpos e alimentados, mas não por muito tempo.

Na tentativa de ajudar Rachel a alimentar os animais, Jesse deixa o zoológico e, novamente perseguido, é salvo por Caleb, um jovem que vive na livraria em que trabalhava em meio aos livros e aparatos tecnológicos como videogames e filmes.

Agora Jesse, Caleb, Rachel e Felicity precisam decidir o que fazer: abandonar a cidade de Nova York e seguir para o gélido Norte ou manter o esconderijo no zoológico, fortificando as instalações e alimentando os animais enquanto sobrar comida?

Mais um livro interessante e rápido de ler, apesar da história um pouco arrastada e da minha total e completa descrença na personagem de Rachel. O mundo está acabando, há humanos caçando humanos e ela está preocupada com os animais do zoológico? Surreal. Mas, claro, ela está abalada psicologicamente e se apegando ao pouco de razão que resta em seu mundinho, fazendo das tarefas repetitivas do dia a dia uma espécie de terapia ou uma forma de negação. Enquanto ela mantiver a rotina, tudo permanece igual, então o mundo não mudou. 

De certa forma, Caleb também faz isso ao não abandonar o local em que trabalhava antes, apesar de ele sair e fazer excursões constantes ao resto da cidade. Caleb sabe o que está acontecendo, Rachel está em negação, Felicity e Jesse têm urgência em conseguir notícias, encontrar outras pessoas. O que eles decidirão fazer? Como convencer os outros de que NY oferece mais perigos do que abrigo? Saberemos no final do livro.

Os problemas de tradução e revisão continuam, acho que a editora Fundamento tinha que fazer uma nova e mais cuidadosa revisão em seus livros! Apesar disso, a história prende e vale a pena. Vou engatar o terceiro livro e volto pra falar do último e derradeiro livro dessa história.

Até a próxima!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Um inferno na terra... E os mistérios continuam. (Lucyclenia)

Olá, queridos leitores!

A resenha de hoje é "Tormenta", segundo livro da série Fallen. A resenha do primeiro livro, você encontra aqui. Mas atenção, por ser continuação do primeiro livro, esta resenha poderá ter spoilers do livro anterior.

Nossa avaliação: 8.0
No primeiro livro, conhecemos Lucinda Price e Daniel Gregor, uma humana e uma anjo caído. Há milhares de anos, Daniel se apaixonou por uma humana e foi amaldiçoado, tendo que viver o amor por esta humana por toda a eternidade vendo-a morrer todas as vezes aos 17 anos para depois voltar à vida. Aparentemente esta história de amor nunca terá um final feliz.
Às vezes coisas belas entram em nossa vida de repente. Nem sempre podemos compreendê-las, mas temos de confiar nelas. Eu sei que você quer questionar tudo, mas também compensa apenas ter um pouco de fé.
Este segundo livro começa exatamente onde o primeiro parou: por não ter sido batizada na igreja, acredita-se que está será a última encarnação de Lucinda e, para sua segurança, Daniel a leva para estudar na Shoreline, uma escola para Nefilins (filhos de anjos caídos com humanos). 

Daniel continua misterioso, e isso muito me irritou. Ele apenas pede que Luce confie nele e faça o que ele está mandando, sem nem explicar o porquê, e o que a mocinha faz? Isso mesmo, faz exatamente tudo ao contrário.

Na Shoreline, ela novamente terá que passar por novas experiências, porém com uma diferença: todos já ouviram as histórias de suas vidas passadas, o que a torna popular. Novos laços de amizades são formados, Shelby e Miles se mostram grandes companheiros em quem ela pode confiar. E seus professores são nada mais nada menos do que um casal de anjos caídos: Francesca, um anjo, e Steven Filmore, um demônio. 

Sendo a única "normal" da escola, e apesar de ter novos amigos, Luce sente saudades de Daniel e não suporta ter que ficar trancada lá. Ela ouve rumores de uma suposta trégua da guerra entre anjos e demônios, trégua essa que durará 18 dias. Cansada de segredos e restrições, ela decide desvendar suas vidas passadas e, com o namorado cheio de segredos ausente, um novo triângulo amoroso é formado. Isso mesmo, meus amigos, Luce de novo se encanta por alguém, só que dessa vez é pelo seu amigo lindo e fofo, Miles.

Ela também descobre que as terríveis e assustadoras sombras que ela vê desde criança são denominadas Anunciadores e elas mostram o seu passado e seu presente, além de terem outros poderes a serem desfrutados.

Neste livro, Luce passa a questionar seu amor por Daniel, uma vez que ele sabe tudo sobre ela e ela praticamente não sabe nada sobre ele. Tudo permanece recheado de descobertas e mistérios, poucas dúvidas foram elucidadas. 

A leitura é mais rápida do que a do primeiro livro e confesso que quando cheguei perto do fim fiquei me questionando se continuaria a ler a série. Mas gente do céu, que final foi esse? É claro que não vou aguentar ficar aqui tentando adivinhar o que aconteceu com Luce e vou correr pra ler o próximo livro!

Devo mencionar aqui os erros gravíssimos de ortografia. Tanto este como o livro anterior estão cheios de erros de revisão. Que é isso Editora Record?

Até a próxima.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Metade zumbi, metade vampiro em uma nova trilogia! (Renata Lima)


Hoje vamos falar do primeiro livro da série Sozinhos de James Phelan, publicado no Brasil pela Editora Fundamento, a mesma editora que publicou a incrível série "A 5a Onda".

Nossa Avaliação - 8.0
Nessa distopia, conhecemos a história de Jesse, um jovem australiano que está em Nova York fazendo um intercâmbio na ONU. Neste intercâmbio, ele conhece outros três jovens: Dave, Anna e Mini e os quatro se tornam inseparáveis nos dias seguintes, até o fatídico do "ataque".

Os jovens estão no metrô quando de repente há um abalo e uma forte explosão que lança uma imensa bola de fogo contra o vagão. Ao sobreviver ao acidente, os jovens nem imaginam o que está acontecendo na superfície, mas ao acessá-la descobrem que houve algo de muito errado: prédios estão desabando, túneis estão em chamas, a cidade está um caos.

Inicialmente aliviados ao encontrar um grupo de pessoas, os jovens descobrem que esse grupo está infectado com algum tipo de doença que faz com que eles tenham uma necessidade intensa de líquidos. Poças de água, água do mar, água de rios e, na ausência de água, sangue. Eles passam a perseguir pessoas que tenham algum corte ou que exibam sangue nos ferimentos.

Assustados, eles decidem se refugiar em um dos prédios mais altos de Nova York, o 30 Rock, que tem um observatório com grandes binóculos no 67o andar. Lá, encontram um restaurante onde passam a dormir, fazer suas refeições e vigiar a cidade em turnos para planejar cautelosamente suas excursões em meio aos escombros, procurando uma saída.

O livro é legal, rápido de ler, interessante, mas acontece exatamente a mesma coisa que aconteceu no livro "A 5a Onda": há problemas de tradução e de revisão. O tempo verbal se alterna sem necessidade e há erros ortográficos que tiram a concentração. Por ser um livro bem curto e muito fácil, acho tais erros inaceitáveis e portanto dei nota 3 para o livro como um todo, apesar da história (principalmente a reviravolta do final) merecer uma nota maior.

Independente disso, já engatei na leitura do segundo livro, "Sobrevivente", e pretendo engatar no terceiro, "Quarentena", então provavelmente na semana que vem eu volto para contar pra vocês se vale a pena investir na leitura dessa trilogia!

Até mais!